terça-feira, 25 de outubro de 2016

Essa saudade...


Muitas vezes à tardinha
Na hora que o sol adormece
Em minha mente lentamente
Vem sua imagem e me aquece...

Tento ouvir o silêncio da natureza
Vejo pássaros ao ninho voltando
Quando uma voz doce e delicada
Diz: cuidado... que estás amando!

Uma coruja o céu cinzento cruzou
A voz doce de repente se calou
E vi, enfim, a lua linda a brilhar...

Somente a voz da brisa ouvi
Desejei nessa hora está perto de ti
Pra essa saudade, enfim, terminar...

Nádia Santos
24/10/16

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Onde estão as flores?


Onde estão as flores daqui?
Já vai adiantada a primavera
E não as vejo!
Não posso tocá-las,
Não posso senti-las...
Parecem meus sonhos...
Parece você, meu amor...

Nádia Santos
22/10/16

sábado, 22 de outubro de 2016

Com loucura te abraçar...


O tempo passa depressa
Não me permite te amar
E o meu corpo há dias desperta
Desejando com loucura te abraçar...
Mas essa dúvida que maltrata
Quando lentamente se vai o dia
Deixa-me triste a pensar
Se ainda vou ter a alegria...
De te ver... De te tocar...
E de vez afastar essa agonia!
Mas só resta enfim esperar
Fitar teu olhar com ternura
E que finalmente possas enxergar
O que tanto guardo no meu olhar
E que é só para ti, essa loucura!

Nádia Santos
15/10/16

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Um ombro como abrigo

Viver sozinha não suporto
Não quero e não consigo
Quero um colo como porto
E um ombro como abrigo

Quero o calor de um abraço
Apertado, forte, energizado
Que tenha mil e tantos braços
Que seja quente e demorado

Quero minhas mãos carentes
Entrelaçadas a outras atrevidas
Pousar meu olhar noutro ardente
Ter minha pele por outra vestida

Quero outro corpo para me aquecer
Quero ser intensamente seduzida
Quero ser amada até esmorecer
Quero ser ardentemente possuída

Viver sozinha...  não suporto...
Não suporto a terrível solidão
Fico como um naufragado porto
Perdido em meio a escuridão...

Nádia Santos
15/07/13

domingo, 9 de outubro de 2016

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Minhas mãos


Repleta de encanto e beleza 
Tocando teu corpo aos poucos 
Dotada de lascívia e de leveza 
Minhas mãos te deixam louco 
Com as marcas de sua delicadeza

Minhas mãos por vezes nervosas 
Descontroladas e até dementes 
Tornam-se atrevidas, voluptuosas 
Querem acariciar-te ardentemente 
Enquanto a ti falam silenciosas...

São convincentes minhas mãos 
Por vezes se fazem inocentes 
Querem teu corpo com sofreguidão 
A ele se agarram firmemente 
E faz com que se entregue à paixão

Nádia Santos

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Quando o sol adormece...


Quando o sol lentamente se põe
Sem saber aonde ele adormece
Fecho os olhos e suavemente
Um calor o meu corpo aquece

É pela doçura de sua imagem
Presa no fundo dos olhos meus
E de todos esses pensamentos
Meu amor, que são todos seus...

Quando o dia se torna noite
Desejo seus braços, minha paixão
Mas quem sorrateira me abraça,
Impiedosamente, é a solidão...

Nádia Santos
01/09/16